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Francyelle Santos, Nutricionista

Alimentação saudável

Reeducação alimentar: o que realmente significa?

Reeducação alimentar não é dieta com outro nome. Entenda o que significa mudar hábitos de forma gradual, realista e sustentável.

Por Francyelle Santos, Nutricionista CRN 5-22958Publicado em 2 min de leitura
Capa gráfica verde e sálvia representando reeducação alimentar

"Não quero fazer dieta, quero fazer reeducação alimentar." A frase é comum, mas nem sempre fica claro o que ela significa. Afinal, reeducação alimentar é só um nome mais bonito para dieta?

Dieta com prazo x mudança de hábito

Quando se fala em "fazer dieta", geralmente se pensa em algo com começo, meio e fim: um período de restrição para atingir um objetivo, depois do qual se volta à alimentação anterior. A reeducação alimentar parte de outra lógica. O objetivo é transformar hábitos de forma que as mudanças se mantenham ao longo do tempo, sem data para acabar.

Os pilares da reeducação alimentar

Gradualidade

Mudanças pequenas e sucessivas tendem a ser mais fáceis de sustentar do que transformações radicais. Cada nova escolha vira hábito antes de a próxima ser incluída.

Individualidade

Não existe um modelo único. A reeducação considera a sua rotina, a sua cultura alimentar, o seu orçamento e as suas preferências.

Autonomia

Mais do que seguir um cardápio, o objetivo é que você entenda o porquê das escolhas e se sinta capaz de decidir bem mesmo fora do plano, em uma festa, viagem ou restaurante.

Flexibilidade

Comer também é encontro, celebração e cultura. Uma alimentação saudável tem espaço para esses momentos sem culpa.

O que muda na prática

  • Em vez de proibições, foco em incluir alimentos de melhor qualidade.
  • Em vez de contar só o peso, atenção a outros sinais: disposição, sono, digestão, relação com a comida e composição corporal.
  • Em vez de "estar de dieta" ou "sair da dieta", uma forma contínua de se alimentar.

Leva tempo, e tudo bem

Hábitos construídos ao longo de anos não mudam em poucas semanas. Haverá dias mais fáceis e dias mais difíceis, e isso faz parte. O acompanhamento nutricional ajuda justamente a ajustar o caminho e a não desistir diante dos tropeços.

Para entender por que abordagens muito restritivas costumam falhar, leia por que dietas restritivas podem ser difíceis de manter.

Referências

  1. Guia Alimentar para a População Brasileira, 2ª edição. Ministério da Saúde, 2014

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta individual com nutricionista ou outro profissional de saúde.

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